Mulheres guerreiras da história


As irmãs Trung (século I)
As irmãs Trung foram líderes militares vietnamitas que conseguiram repelir invasões chinesas por três anos seguidos. Elas nasceram durante os mil anos de ocupação chinesa. São consideradas heroínas nacionais no Vietnã. Após lutarem contra uma pequena unidade chinesa na aldeia em que viviam, montaram um exército formado exclusivamente por mulheres. Dentro de poucos meses, tomaram de volta muitas aldeias das mãos dos chineses e libertaram o Vietnã. Se tornaram rainhas e repeliram os ataques chineses durante dois anos.

Zenóbia (século III)

Responsável pelo governo da Síria do ano 250 até 275, Zenóbia liderou seus exércitos montada em um cavalo e usando uma armadura completa para derrotar as legiões romanas sob o reino de Cláudio. Posteriormente, declarou-se rainha do Egito por direito de ancestralidade.
O sucessor de Cláudio, Aureliano, enviou legiões para derrubar Zenóbia e precisou de quatro anos de batalhas e cercos até que a cidade capital, Palmyra, fosse tomada e sua governante aprisionada. A rainha foi acorrentada e exibida nas ruas de Roma junto a nove outras líderes aliadas antes de ser exilada em Tibur – suas filhas, no entanto, se casaram com membros de famílias influentes no Império Romano.

Tomoe Gozen (séculos XII e XIII)

Considerada a samurai feminina mais famosa de todos os tempos, Tomoe contrariou as convenções e insistiu em combater junto a seus companheiros homens na guerra de Genpei. Sua habilidade com espadas e arcos era considerada lendária e alguns contos a seu respeito afirmam que era capaz até de montar cavalos indomados enquanto descia desfiladeiros.

Joana d’Arc (século XV)

Nascida na França, filha de camponeses. Dizendo-se guiada por vozes de mensageiros de Deus, lutou ao lado dos soldados franceses, vestida como eles, contra a invasão inglesa durante a Guerra dos Cem Anos. Sua principal contribuição era manter o moral dos soldados com palavras de confiança. Quando as forças francesas foram derrotadas pelos ingleses, Joana foi presa, vendida ao rei da Inglaterra e julgada por feitiçaria. Ela foi interrogada durante um mês. Principalmente duas questões a condenaram: as vozes, que viriam do diabo na interpretação dos magistrados; e o uso teimoso de vestes masculinas, inadmissível para uma dama da época. Joana foi queimada viva aos 19 anos, em 30 de maio de 1431.

Rani Lakshmibai (século XIX)

Frequentemente considerada a versão indiana de Joana d’Arc, Lakshmibai também era de origem humilde e lutou contra os ingleses. A famosa Companhia das Índias Ocidentais, de origem inglesa, tentou anexar seu território em Jhansi, primeiro por meio de suborno, depois por meio da força.
O pai de Lakshmibai a havia ensinado a combater usando machados, espadas e até cavalos treinados para saltar sobre fogo. Liderando uma série de rebeliões, ela defendeu seu território até ser morta, com pouco mais de vinte anos de idade, tornando-se uma mártir para o movimento de independência da Índia.

Fontes
Megacurioso
História Digital
Superinteressante

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Monique Wittig

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