literatura


Zé Celso e Os sertões

O diretor de teatro, ator e dramaturgo José Celso Martinez adaptou para o palco Os sertões, de Euclides da Cunha, junto com Tommy Pietra e Flavio Rocha. A peça se dividiu em quatro partes; a primeira estreou em 2005. Reproduzimos, aqui, trechos de um texto que Zé Celso escreveu para a Cadernos de Literatura Brasileira no centenário da obra de Euclides, enquanto ainda preparava a peça. Selecionamos também algumas fotos da montagem. Na Flip 2019, […]


As diferentes edições de Os sertões

A estudiosa Walnice Nogueira Galvão fez a edição crítica de Os sertões para a Ubu. Desse processo, também resultou uma análise comparativa e minuciosa das diferentes edições da obra publicadas em vida pelo autor. Esse volume se chama Variantes e comentários e está disponível no site da Ubu em um box junto de Os sertões e sozinho, para quem já tem o livro de Euclides. Abaixo, algumas das capas ou folhas de rosto que Os […]


A escrita de Os sertões

Na edição da Ubu de Os sertões, de Euclides da Cunha, há a reprodução de algumas páginas da caderneta que o autor usou em campo para anotar suas observações. Compartilhamos, aqui, uma seleção dessas imagens. Na foto abaixo, estão a mesa e a banqueta da cabana de zinco que serviu de escritório a Euclides durante o período em que supervisionou a reconstrução da ponte metálica de São José do Rio Pardo (SP); nos intervalos da […]


Huntley & Palmers

A certa altura do Coração das trevas (1902), Joseph Conrad descreve o barulho que o barco faz quando Marlow sobe a bordo, comparando-o ao de uma lata de biscoitos Huntley & Palmers sendo chutada. Mas que lata é essa? Separamos aqui algumas informações a respeito e fotos. Foi muito reconfortante me voltar daquele sujeito [Kurtz] para o meu amigo importante, o vapor maltratado, retorcido, arruinado, de metal barato. Subi a bordo. Ele ecoou sob meus […]


5 motivos para pensar em Conrad como um escritor polonês

Grande nome da literatura inglesa, Joseph Conrad nasceu na Polônia. Não é reconhecido como um escritor polonês, e em sua obra poucos elementos relacionados à Polônia são aparentes. Aqui, 5 motivos para pensar em Conrad também como um escritor polonês. Trechos retirados e traduzidos de artigo escrito por Mikołaj Gliński para o site Culture.pl. Na foto de abertura, Joseph Conrad e sua prima Aniela Zagórska, a tradutora responsável por passar a maior parte de sua […]


O que falam de Conrad

A Ubu fez uma seleção de notórios celebrando Joseph Conrad, autor de alguns dos grandes clássicos da literatura inglesa. Transcrições de falas sobre Conrad e sua obra ou de trechos que explicam a influência do autor no trabalho de grandes escritores. “Porque Conrad tinha um dom, porque era autodidata, e sua obrigação com uma língua estranha e em geral valorizada mais por seus aspectos do latim do que por aqueles do saxão era tamanha que […]


A Odisseia em português

Gustavo Frade é professor de língua e literatura grega da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Compartilhamos, agora, um texto inédito que ele escreveu comparando as principais traduções da Odisseia para o português que existem hoje no mercado, mencionando a tradução de Christian Werner à edição da Ubu do livro.   A Odisseia começa com uma descrição sintética de seu herói (sem mencionar seu nome) e de suas aventuras. Em termos de organização da […]


Jarry, supermoderno – por Paulo Leminski

A folhas tantas do seu Manifesto do surrealismo (1924), André Breton rascunha um esboço de árvore genealógica do movimento da “escrita automática” e do sonho acordado, de que sempre foi uma espécie de papa: Poe é surrealista na aventura. Baudelaire é surrealista na moral. Rimbaud é surrealista na prática da vida e alhures. Mallarmé é surrealista na confidência. Jarry é surrealista no absinto. Alfred Jarry, porém, foi mais que um simples bebedor da terrível bebida, quase psicodélica, que levava […]