Massagem???


O meio é a massagem, de Marshall McLuhan e Quentin Fiore, além de relevante às ciências da comunicação, o livro é um marco para o design editorial.

Muito se fala sobre seu título, que causa alguma estranheza pela quebra de expectativa que a palavra “massagem”, no lugar de “mensagem”, gera. Há quem acredite que o termo “massagem” foi escolhido porque o livro se propõe a ser um inventário dos efeitos que a mídia tem sobre o sensorium humano. Um inventário, portanto, de como ela “massageia” o sensorium. Por essa hipótese, o título também servia para revitalizar a famosa frase de McLuhan, “o meio é a mensagem”.

No entanto, no FAQ do site oficial de McLuhan, Eric McLuhan, um de seus filhos, afirma o seguinte:

“Na verdade, o título foi um erro. Quando o livro voltou da tipografia, tinha “massagem” na capa, como ainda tem. O título deveria ter sido “O meio é a mensagem”, mas o tipógrafo cometeu um erro. Quando Marshall viu a troca, ele disse ‘Deixa como está! Está ótimo, e acerta em cheio!’. Agora existem quatro leituras possíveis para a última palavra do título, todas apropriadas: “massagem” [do inglês, message], “mess age” [em tradução livre do inglês, era bagunçada] e “mass age” [em tradução livre do inglês, era das massas].”

De acordo com um artigo de Marvin Kitman ao The New York Times, “Sam Goldwyn uma vez disse ‘Se eu quero uma massagem, vou ao Luxor Baths.’ Hoje em dia, para mensagens, todas as pessoas descoladas vão aos livros de Marshall McLuhan.”

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