Koch-Grünberg e a lenda de Macunaíma


A edição da Ubu de Macunaíma conta com o estabelecimento do texto de Telê Ancona Lopez e Tatiana Longo Figueiredo e oferece uma nova chave de leitura ao romance, com foco especial para as fontes indígenas utilizadas por Mário de Andrade em sua composição.

Mário, para escrever o clássico sobre o herói sem nenhum caráter, se valeu de muitas fontes. Como disse o próprio autor: “copiei, copiei às vezes textualmente […], não só os etnógrafos e os textos ameríndios, mais ainda, na “Carta pras Icamiabas”, pus frases inteiras de Rui Barbosa, de Mário Barreto, dos cronistas portugueses coloniais”.

No posfácio de Lúcia Sá à edição da Ubu do livro, se explicita a cópia de trechos inteiros do mito de Makunaíma, tal qual recolhido pelo viajante alemão Theodor Koch-Grünberg.

A Ubu foi ao Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) para ter acesso à copia do livro de Koch-Grünberg utilizada por Mário de Andrade, com anotações do autor brasileiro. A Ubu selecionou algumas das fotos tiradas no dia para este post.

 

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