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5 artistas para ver na 32ª Bienal de São Paulo


Por Vivian Caccuri

 

Felipe MujicaMujica-c
Felipe é chileno e mora em Nova York. O artista montou grandes painéis de tecido de certas cores que chamou de Las universidades desconocidas – distribuídos pelo prédio mas com concentração no saguão de entrada. A geometria é extremamente simples, bordada à mão pelas Bordadeiras do Jardim Conceição.

 

 

 

Dineo Seshee BopapeDineo-c
Viajei para Acra com Dineo e desde então sou admiradora do trabalho dela, que nasceu na África do Sul e mora na cidade de Joanesburgo. Em :indeed it may very well be the ___________ itself , Dineo deslocou toneladas de terra prensada em grandes containers de madeira de diferentes tamanhos, a terra secou e a madeira foi retirada, o que sobra são blocos enormes de terra. No topo, Dineo ficou semanas criando uma espécie de ritual escultórico, são buracos pequenos preenchidos com diferentes materiais, e pequenas esculturas.

 

Cecilia Bengolea & Jeremy DellerCecilia-c
BomBom’s Dream é o trabalho mais engraçado da Bienal na minha opinião. É de chorar de rir na verdade. A coreógrafa argentina Cecilia Bengolea e o inglês Jeremy Deller acompanharam a expedição da dançarina japonesa de dancehall BomBom à Jamaica, onde ela disputou o prêmio de Dancehall Diva. São cenas de BomBom alternadas com ficções gráficas de como seriam os seus sonhos.

 

 

Em’kal Eyongakpaeyon-c
O artista camaronense gravou algumas cenas sonoras em diversas florestas
da África. A gravação toca em uma instalação sonora multicanais tentando reproduzir a experiência sonora real. De certo em certo tempo alguma árvore cai. Dentro da sala escura há diversos elementos visuais luminosos e um objeto que flutua com magnetismo – que raramente as pessoas percebem.

 

Koo Jeong AJeong-c
A pista de skate desta artista coreana, além de linda, pegou no calo da sociedade paulistana: este esporte é mal visto, indesejado, incômodo, tanto que diversas associações e secretarias a querem fora dali. O esforço da curadoria da Bienal está em tentar mantê-la mesmo depois do fim da Bienal.

 

 

 

Vivian-cVivian Caccuri é artista plástica nascida em São Paulo, mas mora e trabalha no Rio de Janeiro.
Seu trabalho cria relações entre música, espaço público, arquiteturas reais e virtuais, corpo e
performatividade por meio de objetos, instalações e performances.

Na 32ª Bienal, a artista apresenta TabomBass (2016), um sistema de som feito com alto-falantes empilhados, como ocorre em festas de rua. Diante deles, velas acesas dançam com o ar deslocado pelo ritmo de sons graves – linhas de baixo compostas por artistas da cidade Acra, em Gana, que colaboraram com Caccuri, depois de um período de pesquisa nesse país.

 

 

 

Crédito das imagens:

Las universidades desconocidas, de Felipe Mujica na 32ª Bienal de São Paulo, 2016, ©Leo Eloy/ Estúdio Garagem/ Fundação Bienal de São Paulo

Detalhe da instalação de Dineo Bopape na 32ª Bienal de São Paulo, 2016, ©Ilana Bar/Estúdio Garagem/Fundação Bienal de São Paulo

Fotograma de Bombom’s Dream, de Cecilia Bengolea e Jeremy Deller na 32ª Bienal de São Paulo, 2016, ©Cecilia Bengolea e Jeremy Deller

Rustle 2.0, de Em’kal Eyongakpa na 32ª Bienal de São Paulo, 2016, ©Leo Eloy/Fundação Bienal de São Paulo

Arrogation, de Koo Jeong A. na 32ª Bienal de São Paulo, 2016 ©Leo Eloy/Fundação Bienal de São Paulo
 
Tabombass, 2016, de Vivian Caccuri, na 32ª Bienal de São Paulo, 2016 ©Ilana Bar/Estúdio Garagem/Fundação Bienal de São Paulo
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